Gestão profissional de imóveis domina Airbnb em SP, e o Charlie é um dos destaques!
São Paulo tem hoje 42.354 anúncios ativos no Airbnb, segundo dados da Inside Airbnb divulgados em julho de 2026 e publicados pelo jornal O Globo. O número por trás dessa estatística é o que chama atenção: 72,9% dessas ofertas são controladas por perfis com mais de um anúncio ativo — ou seja, por empresas especializadas em gestão de imóveis, e não por anfitriões individuais alugando o próprio apartamento.
O cenário reforça uma tendência que já vinha se desenhando: a profissionalização da locação por temporada nas grandes capitais brasileiras.
O que os dados mostram
Os números, coletados em junho de 2026 pela iniciativa global Inside Airbnb, indicam que:
- Os dez perfis com mais anúncios em São Paulo são todos de empresas especializadas no segmento;
- No Rio de Janeiro, o índice de imóveis geridos por perfis com múltiplos anúncios é de 56,3%, sobre um total de 48.729 ofertas;
- A diária média no Rio (R$ 453) supera a de São Paulo (R$ 331).
O Airbnb contesta a metodologia da Inside Airbnb, classificando-a como "imprecisa" e sujeita a erros e duplicações — mas o movimento de mercado é visível independentemente da controvérsia sobre os dados.
Charlie aparece entre os maiores anfitriões de São Paulo
Na lista dos perfis com maior número de anúncios ativos na capital paulista, o Charlie ocupa a 8ª posição, com 192 anúncios em um único perfil — um volume que reflete o modelo de atuação da empresa: gestão de edifícios inteiros projetados para locação por temporada, e não unidades avulsas pulverizadas entre proprietários.
A reportagem também dá voz a Julia Solomon, CMO do Charlie, que explica como a empresa se posiciona junto às incorporadoras parceiras desde a concepção do empreendimento:
"Quando uma incorporadora parceira vai levantar um prédio de estúdios, o Charlie atua até como um argumento de vendas porque a gente entra no início da operação, no estande, para falar com os proprietários. Montamos um estudo de viabilidade, de rentabilidade."
Segundo a matéria, o Charlie foi criado em 2020, tem a Cyrela entre suas investidoras, conta com 200 funcionários e já soma 2.500 unidades sob gestão, incluindo 90 edifícios em três capitais — hoje em parceria com mais de 60 incorporadoras.
Escala e profissionalização: um padrão do setor
O caso do Charlie não é isolado. A reportagem também apresenta outras empresas que seguem lógica semelhante, como a Tabas (recentemente adquirida pela Brookfield e rebatizada REdoor) e a Meu Anfitrião, ambas apostando em gestão especializada para lidar com a alta rotatividade de hóspedes e a complexidade operacional das grandes cidades.
Para Leonardo Morgatto, CEO da REdoor, a lógica é clara: operar em escala, com condomínios inteiros, traz mais segurança jurídica e operacional — um raciocínio que também orienta o modelo de atuação do Charlie junto a empreendimentos pensados desde o início para esse uso.
O que ainda está em aberto
A reportagem também aborda pontos sensíveis para o setor, como a ausência de regulamentação nacional específica para o Airbnb, a exigência — definida pelo STJ em maio de 2026 — de aprovação de dois terços dos condôminos para autorizar a locação por temporada, e as mudanças tributárias previstas pela Reforma Tributária para anfitriões com quatro ou mais imóveis.
São temas que devem seguir no radar de quem acompanha o mercado de locação por temporada no Brasil — e que reforçam por que a gestão profissional, como a praticada pelo Charlie, tende a ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
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Contato para Imprensa: Jossiani Braga (charlie@jbccomunicacao.com)